domingo, 16 de janeiro de 2011

Receitinhas: Homus




Homus (hommos, ou ainda homus tahine, em árabe حُمُّص) é uma pasta feita com pasta de grão-de-bico e tahine (pasta de gergelim), que é normalmente temperada com suco de limão, cominho, alho, azeite e páprica. Homus é um prato típico dos países árabes do Oriente Médio. Fonte: Wikipédia

Receita:
  • 250g de grão-de-bico (normalmente o pacote vem com 1/2 kilo)
  • 3-6 dentes de alho
  • suco de 1-2 limões
  • sal
  • azeite
  • opcional: 1 colher de sopa de tahine (compre em algum empório árabe¹).
Qualquer semelhança com o molho de salada não é mera coincidência (acho). O fato é que este tempero é ótimo. Mas não ache que fui eu quem o fez assim não, minha vó já temperava o Homus deste jeito, e não admito que nenhuma receita seja mais ‘original’ em termos de ‘arabianice’ do que as que a própria velha síria usava.

Bom, vamos preparar. Coloque o grão-de-bico de molho por pelo menos umas 4 horas. O ideal é que se deixe de um dia para outro. Depois coloque na panela de pressão e coloque água para cobrir e sobrar uns 5 centímetros além da altura do grão-de-bico. Pode usar a própria água onde ele estava de molho, sem problemas. Deixe por umas 2 horas após abrir fervura. Quando der este prazo, abra² e tente esmagar um grão. Se for fácil, está bom. Se ainda estiver duro, coloque por mais 15 minutos. Faça assim até que ele esteja todo macio. Não esqueça de ver o nível da água, tem que ter água na panela ou o grão-de-bico queima.

Depois de cozido, coloque os grãos com uma concha ou duas de água no liquidificador. Adicione o suco de um limão, 3 dentes de alho, um pouco de sal e um pouco de azeite. Bata. A consistência tem que ser a de um creme, não muito líquida, mas o suficiente para que o liquidificador consiga bater. Aí é só ir experimentando até conseguir o tempero desejado, a gosto. Se quiser mais azedinho, ponha mais limão, se gostar mais de azeite, ponha mais, regule o sal como gosta e se gostar mais picante, ponha mais alho.
Se quiser usar o Tahine, este é o momento. Minha vó não usava, portanto eu não gosto muito. Para mim aquilo tem gosto de gergelim queimado, mas é uma questão de gosto pessoal.

Uma dica:  não ponha todo o grão-de-bico de uma vez para bater. Cada vez que você acrescentar limão ou azeite o Homus ficará mais líquido. Para balancear e não perder textura, você acrescenta grão-de-bico. Se precisar deixar mais líquido mas não quiser adicionar nem limão nem azeite, pode usar a água do cozimento.
Pronto. É só deixar esfriar (este prato se come frio) e servir. Fica ótimo com pão, com arroz, como acompanhamento de churrasco (principalmente com kafta). Eu também gosto com coalhada, mas eu como coalhada com praticamente tudo.

Fonte: cozinhadecasa.wordpress.com

Especiarias: Cardamono

Quem nunca ouviu falar em Café Oriental? Ou Café Árabe?

O sabor é diferente...e o que faz a diferença, é uma especiaria chamada Cardamono, ela é uma semente oriunda de uma árvore da família do Gengibre.

Segundo consta, o café baixa a líbido, por isso nos países árabes, o café é servido juntamente com a especiaria Cardamono, que tem propriedades afrodisíacas.

O Cardamono também é presente no Tchai Indiano, e pode ser usado em diferentes receitas.

Você pode encontrar o Cardamono para vender em lugares como o Mercadão de SP, como também em lojas especializadas de produtos árabes.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Passagens do Livro que estou lendo...Parte I

Amigas Dançarinas...


Estou lendo o livro da Patrícia Bencardini (Professora de Danças Orientais e Bailarina Profissional) chamado Dança do Ventre - Ciência e Arte, tem ensinamentos maravilhosos e passagens bem interessantes que irei compartilhar com vocês.


Espero que sirva de estímulo para que vocês leiam o livro, pois ele é realmente muito bom!!!


" O estudo da dança do ventre é uma fonte segura de autoconhecimento e crescimento pessoal."


         " Dançar também é um ato de livre expressão, em que a mulher também pode aprender a se conhecer e também a lidar com suas próprias emoções."


" A questão do preconceito está associada a ignorância. Quem agride esta forma de expressão artística não a conhece verdadeiramente. Não sabe os benefícios que sua prática pode trazer ou não quer se permitir conhecê-los"


                                         " A dança é um instrumento de libertação feminina. É uma conquista pessoal."


               " A arte de dominar o corpo traz profundos reflexos ao espírito. Torna-se um condicionamento que propicia o autoconhecimento, conduzindo à autoconfiança"


" Em diversas regiões do Oriente, passa de mãe para filha, tradicionalmente, ajudando a formar o folclore e a cultura nesses locais"


                              

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Clássico...Shik Shak Shok - Nancy Ajram


 Esta música e coreografia é clássica na Dança Oriental...

O Sagrado Feminino

Dança do ventre e saúde: a cura do templo feminino Permanecer jovem é uma arte. Tornar-se anciã, também. Segundo Mirella Faur, assim como nas sociedades matriarcais a primeira menstruação era celebrada, o rito de passagem para a menopausa constituía um “status” especial, tornando-se a mulher geralmente conselheira espiritual, curadora ou profetiza da comunidade.

Shimmies e o Quadril...

Dos movimentos da Dança Oriental, os Shimmies chamam a atenção por sua beleza...

Dança do ventre e saúde: a cura do templo feminino
SOBRE NOSSA ESTRUTURA POSTURAL E ANATÔMICA

Quadril
Cintura Pélvica, ou pelve, é uma outra estrutura importante para a Dança do Ventre. A pelve oferece proteção às vísceras, estabiliza o tronco, com os membros inferiores (pernas) ajuda no mecanismo da marcha, e, com o tronco, mantém o centro de gravidade (centro de equilíbrio do corpo).
Pelve
Trata-se de uma articulação estável e funcional para sustentação do peso corporal: possui capacidade de movimento muito ampla.
Cada metade da pelve é formada por três outros ossos que se fundem, conhecidos como íleo, ísqueo e púbis.
Hiperlordose-da-gravida
No início da vida, eles estão separados, mas no adulto estão unidos formando a sólida estrutura do osso do quadril. Por isso é muito importante conhecer a Anatomia, pois o que se ensina para uma criança em uma aula de dança do ventre, não deve ser ensinado como se fosse para uma mulher adulta. Na mulher adulta, a bacia pélvica está fechada posteriormente pelo osso sacro, que se articula entre os dois quadris, e, é importante saber, que a articulação formada pelos ossos sacro e o íleo, é cartilaginosa, e que, a possibilidade de movimentos da mesma é muito reduzida, assim como as articulações do sacro com os dois ossos do quadril. Estas são tão imóveis que, na prática, toda estrutura da cintura pélvica, pode ser considerada como um só osso.

Na mulher, a morfologia da cintura pélvica está ligada à função de gestação e parto.

Exemplo de Flexão
Exemplo de Flexão e Extensão
Esta articulação possui movimentos de flexão (quando se aproxima as faces anteriores, da coxa e do tronco, ou seja, coxa e abdome), cuja amplitude é maior, quanto mais fletido estiver o joelho, e menor, quanto mais estendido estiver o joelho, em função da tensão dos músculos isquio-tibiais (ligados ao ísquio e tíbia). 
Exemplo de Extensão e Flexão
Exemplo de Extensão e Flexão
Possui também movimentos de extensão (quando se aproxima as faces posteriores, da coxa e do tronco), que são muito limitados, em geral, confundidos e, ou, aumentados por uma lordose lombar. Mas sua amplitude é maior, quanto mais estendido estiver o joelho, e menor, quanto mais fletido estiver o joelho. Por causa da tensão do músculo reto-femoral.

Temos nestes dois contextos, os movimentos dos “arabesques”, efetuados nos deslocamentos da dança, quando durante o deslocamento, escolhe-se uma perna para ser o pivô enquanto a outra, se estende suspensa no ar, tanto à frente, como ao lado ou atrás.

Conjunto de movimentos
Conjunto de movimentos
 
O quadril ainda realiza movimentos de adução, quando a coxa se desloca em direção à parte média (meio, centro) do corpo, e abdução, o contrário; e rotação, movimentação executada em relação ao eixo longitudinal (o eixo do corpo no plano vertical), muito bem ilustrada pelo movimento “redondo equilibrista” na Dança do Ventre.

E quando o fêmur é o ponto fixo e o ilíaco se desloca sobre ele (shimmy), podendo-se descrever os movimentos do ilíaco, em deslocamentos ântero-superiores:
  • temos a anteroversão, num movimento de “desencaixe”, para frente, prolongando-se na coluna lombar por uma tendência à lordose;
  • e retroversão, num movimento de “encaixe”, para trás, prolongando-se na região lombar por uma tendência ao “endireitamento” da lordose;
  • para fora, inclinação lateral externa;
  • e para dentro, medialmente, inclinação lateral interna.
Estes movimentos de inclinação pélvica são observados no plano frontal, e resulta em movimentos opostos em cada articulação do quadril. Um lado se eleva (elevação pélvica), provocando a adução; e o outro lado se abaixa (depressão pélvica) provocando a abdução. Isto provoca uma flexão lateral da coluna lombar, e é visivelmente observado no Shimmy Soheir Zaki, que é um shimmy de “batida vertical”, também conhecido como “soldadinho”.

Os movimentos descritos acima podem ser observados durante as manifestações shímmicas do quadril na Dança do Ventre, com uma amplitude e intensidade maiores ou menores dependendo do caso, do estilo da bailarina, do estilo da música e da performance.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ritmos



Ritmo palavra derivada do termo grego rytmus, significa e/ou designa tudo o que flui e o que se move no universo.

Prestem atenção nesta definição, na entrelinha ela nos diz que a dança através de seus ritmos flui no universo, coloque seus desejos na dança e deixem que eles fluam através de seus movimentos, através de você.

"É fundamental entender e reconhecer as características dos diversos estilos e ritmos da música árabe, para acompanhar as suas constantes alternâncias, e poder aplicá-los aos movimentos e números específicos. Algumas dançarinas apresentam-se ao som de músicas de ritmos contemporâneos, com alguma influência ritmica da dança oriental, criando performances inovadoras.

Dança da Espada


Existem várias lendas para a origem da dança da espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma deusa guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo. O certo é que, nesta dança, a bailarina deve saber equilibrar com graça a espada na cabeça, no peito e na cintura. É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério. Jamais se dançaria um solo de Derbak com a espada.

Dança do Punhal


Essa dança era uma reverência à deusa Selkis, a rainha dos escorpiões e representa a morte, a transformação e o sexo.

Dança do Candelabro , do Fogo e da Vela


Este tipo de dança existe a muitos anos e fazia parte das celebrações de casamento e nascimento de crianças. É tradicionalmente apresentada na maioria dos casamentos egípcios, onde a dançarina conduz o cortejo do casamento levando um candelabro na cabeça. Desta maneira, ela procura iluminar o caminho do casal de noivos, como uma forma de trazer felicidade para eles.

Dança das Taças


A dançarina exterioriza sua deusa interior, fazendo do seu corpo um veículo sagrado e ofertado. Utilizando o fogo das velas, que representam a vida.

Dança da Serpente


Por ser um animal considerado sagrado e símbolo da sabedoria, antigamente as sacerdotisas dançavam com uma serpente de metal (muitas vezes de ouro). Atualmente vê-se algumas bailarinas dançando com cobra de verdade, mas isto deve ser visto apenas como um show de variedades, já que nem nos primórdios da dança o animal era utilizado.
Justamente por ser considerada sagrada, a serpente era apenas representada por adornos utilizados pelas bailarinas e pelo movimento de seu corpo.

Dança dos Véus


Não se sabe ao certo como surgiu a dança com véus. Dizem que ela tem suas raízes na dança dos sete véus que é uma dança onde os véus representavam os sete chakras em equilíbrio e harmonia. A retirada e o cair de cada véu significavam o abrir dos olhos que desperta a consciência da mulher. O véu atualmente é um dos símbolos mais comuns da dança do ventre e são muitos os passos que o utilizam. Alguns são usados especialmente para emoldurar o rosto ou o corpo da dançarina, assim envolvendo-a em mistério e magia. Por ser transparente, tem o encanto de mostrar sem revelar.

Dança com Snujs


Pequenos címbalos de metal, os snujs eram usados pelas sacerdotisas para energizar, trazer vibrações positivas e retirar os maus fluidos do ambiente, além de servir para acompanhar o ritmo da música.

Dança com Pandeiro


Era sempre feita com o sentido da comemoração, da alegria e da festa. Assim como os snujs, acompanha-se seu som com o ritmo da música.

Dança do Bastão


Há uma dança masculina originária de Said, região do Alto Egito, chamada Tahtib. Nela são usados longos bastões chamados Shoumas. Estes bastões eram usados pelos homens para caminhar e para se defender. Note que Said também é o nome do ritmo originário desta região. As mulheres costumam apresentar-se utilizando um bastão leve ou uma bengala, imitando-os, porém com movimentos mais femininos. Elas apresentam-se ao som do ritmo Said original, ou mesmo do Baladi ou do Maqsoum. Durante a dança, a mulher apresenta toda a sua habilidade, equilíbio e charme. Costuma-se chamar esta dança feminina de Raks El Assaya (Dança de Said). A Raks El Assaya foi introduzida nos grandes espetáculos de Dança do Ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda. Fifi Abdo teria sido a primeira grande dançarina a apresentar performances com a bengala. Porém ela se apresentava com roupas masculinas.

O Zaar


É uma dança de êxtase, praticada no norte da África e no Oriente Médio, não aceita pelo Islamismo. Ele é melhor descrito como sendo uma "cerimônia de cura", na qual utiliza-se percussão e dança. Funciona também como uma forma de compartilhar conhecimento e solidariedade entre as mulheres destas culturas patriarcais. No Zaar, a maior parte dos líderes e dos participantes são mulheres. Muitos estudiosos têm notado que, embora a maioria dos espíritos transmissores sejam masculinos, as "receptoras" geralmente são mulheres. Isto não significa que os homens não participem das cerimônias Zaar; ele podem ajudar na percussão, no sacrifício de animais, ou fazer as oferendas. De fato, em algumas culturas praticantes do Zaar, são observadas tendências em se inserir uma participação masculina maior, nas quais ele, mais do que cooperador, busca tornar-se o líder. Atualmente ocorre uma proliferação de grupos de culto no Sudão, além de uma diversificação nos tipos de Zaar.

O Khalij


É uma dança feminina saudita também conhecida como Raks El Nacha´at. Seu propósito é permitir à mulher exibir seu cabelo, seus passos graciosos, e seu vestido ricamente bordado, usado exclusivamente nesta dança, a qual é usualmente executada em casamentos."

Fonte: www.soldosahara.com.br